
Pontaria contra a dor: artigo da Scientific American Brasil conta a história dos medicamentos antiinflamatórios e comenta o atual estágio da pesquisa de fármacos com menos efeitos colaterais
A edição de fevereiro (2007) da revista Scientific American Brasil apresentou o artigo “Pontaria contra a Dor”, que aborda a história da descoberta e caracterização de fármacos que atuam sobre as substâncias conhecidas como prostaglandinas. Estas substâncias se mostraram extremamente importantes na fisiologia devido à sua participação em vários processos biológicos, como a dor, a febre e a inflamação. Entre os medicamentos que atuam sobre as prostaglandinas, principalmente inibindo sua síntese, se encontram a aspirina e outros fármacos conhecidos como anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs). Seu mecanismo de ação envolve o bloqueio de duas enzimas que agem no início da via de produção de prostaglandinas, as ciclooxigenases 1 e 2 (COX-1 e COX-2). Entretanto, uma vez que tais enzimas são importantes para vários processos fisiológicos (produção da camada de muco que protege o estômago, por exemplo), sua inibição causa inúmeros efeitos colaterais indesejáveis. O objetivo da reportagem foi principalmente divulgar estudos de novos fármacos seletivos para enzimas diretamente relacionadas à produção da prostaglandina responsável pela gênese da dor, como a enzima prostaglandina E sintase-1 microssomal (mPGES-1), uma vez que tais medicamentos apresentariam menos efeitos colaterais. Contudo, embora o artigo tenha focalizado a história e a descoberta destes fármacos com ação mais específica, ficaram faltando mais informações relacionadas às novas pesquisas e achados sobre os mediadores envolvidos na gênese da dor inflamatória. Nota da redação: Veja mais sobre os medicamentos com ação sobre a síntese de prostaglandinas em nossas edições passadas. Em várias ocasiões tais medicamentos foram centro de polêmicas e, nos últimos tempos, foram descobertas evidências de aumento de risco de eventos cardiovasculares deletérios por ação destas drogas anti-inflamatórias não-esteroidais. Ainda, veja mais sobre a mPGES-1 em nossa edição 79. Referência: Arthritis & Rheumatism. 2006; 26(1): 69-78. Fonte: Scientific American Brasil, 2007, fevereiro nº 57