
Receptores EP2 presentes nos tecidos dérmico e subcutâneo participam da hipernocicepção mecânica induzida pela prostaglandina E2
A PGE2, administrada por via intradérmica (id), produz efeito que dura aproximadamente 1 hora, com pico aos 15 min. Já quando a mesma é administrada no tecido subcutâneo (sc), induz hipernocicepção com duração de até 6 horas, com pico de efeito na terceira hora. Considerando que a PGE2 pode exercer sua atividade biológica por meio dos receptores EP1 a EP4, Rodrigues e cols. verificaram qual seria a participação dos receptores prostanoides do subtipo EP2 na mediação da hipernocicepção em ambos os tecidos. A hipernocicepção mecânica foi avaliada pelo método de pressão crescente na pata de ratos adultos Wistar. Os animais apresentaram hipernocicepção induzida pela PGE2 (100ng / pata) ou pela butaprosta (agonista EP2-seletivo; 10ng / pata) administradas no tecido dérmico ou no tecido subcutâneo, que foram bloqueadas tanto pelo antagonista EP1/EP2 AH6809 (7,5ng / pata) quanto pelo inibidor de proteína quinase A (PKA) AKAPI St-Ht31 (0,3µg / pata). O tratamento prévio por via intratecal com oligodeoxinucleotídeo antisense (ODN-AS) contra esse subtipo de receptor reduziu significativamente sua expressão (confirmada por real time RT-PCR) e bloqueou a hipernocicepção induzida pela PGE2 também em ambos os tecidos. Segundo os autores, os resultados indicam que os receptores EP2 estão envolvidos na hipernocicepção induzida pela PGE2 administrada nos tecidos sc e id, além de, inclusive, sugerirem que a ativação de PKA e o aumento de AMPc participam deste fenômeno. Trabalho original: Participação de receptores EP2 na hipernocicepção mecânica induzida pela administração de prostaglandina E2 nos tecidos dérmicos e subcutâneos - Poster 07.043 Autores e procedência do estudo: Rodrigues, M. A.1; Ferrari, L. F.1; Parada, C. A.1; Cunha, F. de Q.1; Ferreira, S. H.1 - 1FMRP - USP – Farmacologia.