
Terceiro Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor
A Medicina Intervencionista da Dor é uma área nova, em fase de rápido crescimento no mundo todo, inclusive no Brasil. O seu principal objetivo é reduzir e controlar a dor, ajudando o paciente a maximizar o seu nível de funcionamento e ter m
A Medicina Intervencionista da Dor é uma área nova, em fase de rápido crescimento no mundo todo, inclusive no Brasil. O seu principal objetivo é reduzir e controlar a dor, ajudando o paciente a maximizar o seu nível de funcionamento e ter mais qualidade de vida. Neste sentido, em 2012, foi fundada a Sociedade Brasileira de Medicina Intervencionista da Dor (SOBRAMID), que tem por objetivo promover a divulgação, o desenvolvimento e a prática das técnicas de manejo intervencionista para o diagnóstico e o tratamento de distúrbios relacionados à dor.
A criação da SOBRAMID coloca o Brasil em um cenário mundial, cada dia mais atual, que trata do reconhecimento do impacto que a dor, em especial as dores crônicas, tem na qualidade de vida dos indivíduos afetados e da sociedade como um todo. A SOBRAMID não está sozinha, ela se coloca lado a lado a outras associações como a Socidade Americana de Médicos Intervencionistas em Dor (American Society of Interventional Pain Physicians - ASIPP) e a Academia Latino-Americana de Médicos Intervencionistas en Dolor (ALMID). Estas associações tem a finalidade comum de aperfeiçoamento contínuo de seus membros, além de conceder a profissionais qualificados o título de Especialista em Medicina Intervencionista da Dor. Desta maneira, a SOBRAMID abriga médicos especialistas em anestesiologia, neurocirurgia, ortopedia ou fisiatria e normatiza procedimentos garantindo resultados mais eficazes, treinamento e certificação.
Para entendermos melhor, a medicina intervencionista da dor é a área que se dedica ao diagnóstico e tratamento de dores agudas e crônicas, utilizando-se de técnicas minimamente invasivas, geralmente realizadas com o auxílio de Raios X, ultrassonografia ou Tomografia Computadorizada, o que aumenta a sua segurança e eficácia. As técnicas intervencionistas podem ser divididas em dois grupos principais: as que se dedicam ao diagnóstico, ou seja, servem para determinar o alvo exato responsável pela dor; e as que se dedicam a terapia, ao tratamento e combate da dor. Saber, com certeza, de onde se origina a dor é quase sempre um desafio, e, a condição fundamental para um tratamento adequado. Já a terapia mais adequada vai depender das características da dor, e podem envolver desde neurólise (destruição de um nervo) e bloqueios ganglionares, a outras modalidades de tratamento como fisioterapia e acompanhamento psicológico. O tratamento adequado dos processos dolorosos tem como pilar fundamental o diagnóstico das causas que provocaram o seu aparecimento, com base em exames clínicos e complementares, envolvendo interações biológicas psicossociais.
É interessante observarmos que na medicina intervencionista a abordagem interdisciplinar é a chave para a melhora da qualidade de vida do paciente. As principais vantagens desta abordagem são a individualização do tratamento e a recuperação rápida e efetiva. É um novo caminho a ser seguido e que pode nos guiar para longe das “dores de difícil tratamento”. Fonte: Medicina intervencionista da dor [Internet]. Cambuí. Campinas, SP - Brasil [citado em 26-out-15] Disponível em: http://www.singular.med.br/es/component/tags/tag/3-medicina- intervencionista-da-dor.html
(Alerta submetido em 12/09/2015 e aceito em 15/09/2015)