Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Universidade americana cria instituto para pesquisar exclusivamente as diferenças entre homens e mulheres

DOL · Dor On Line Edição 91 · Fevereiro 2007 ⭳ Baixar em PDF

Diversos institutos de pesquisa e hospitais têm se preocupado com as diferenças médicas observadas entre os sexos, sendo estas diferenças bem maiores que simplesmente no que diz respeito ao sistema reprodutivo. A Escola de Medicina Feinberg, da Universidade de Northwestern, em Chicago, EUA, criou o Instituto para Saúde da Mulher na tentativa de incentivar mais pesquisas neste sentido, já que a maioria dos estudos é realizada em homens ou em modelos experimentais executados em animais machos. Tais pesquisas envolvem estudos sobre o câncer, doenças autoimunes, anestesia, doenças cardiovasculares, depressão, distúrbios do sono, osteoporose, osteoartrite e menopausa. Os pesquisadores admitem que o que há de diferente entre homens e mulheres necessita exploração futura, com verificação da influência dos hormônios. Contudo, até o momento, há mais perguntas do que respostas concretas. Por meio do mapeamento diferenciado pelo sexo, os cientistas procuram aprofundar e melhorar os conhecimentos adquiridos pela pesquisa fundamental, direcionando-os para o cuidado clínico específico. Para isto, um registro está sendo elaborado com 12.000 mulheres por ano, atendidas no hospital para mulheres Prentice. A partir dos resultados obtidos até o momento, os pesquisadores já concluem que: -o câncer de pulmão é a maior causa de morte nas mulheres, sendo elas mais susceptíveis ao efeito carcinogênico do tabaco que os homens; -as mulheres são de duas a sete vezes mais propensas a desenvolver doenças autoimunes que os homens; -o lúpus afeta nove vezes mais as mulheres; -em relação à anestesia, as mulheres normalmente se recuperam mais cedo, experimentam mais náuseas e respondem a medicamentos para a dor de maneira diferente dos homens; -as mulheres têm menos sintomas familiares de doenças cardiovasculares; -as mulheres são de duas a três vezes mais propensas à depressão e duas vezes mais propensas a distúrbios do sono que os homens. Estudos desse tipo são de extrema importância, já que podem não somente direcionar procedimentos terapêuticos a serem aplicados com mais chance de sucesso dependendo do sexo do paciente, mas explicar as diferenças observadas no funcionamento e comportamento de homens e mulheres. (FLACM) Fonte: www.pain.com – “Women anren’t men”, artigo escrito por Teresa Woodruff, diretora executive do Institute for Women’s Health Research, e Thomas J. Watkins, Professor de Obstetrícia e Ginecologia da Feinberg School of Medicine, em Chicago, EUA.

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