
Uso abusivo de medicamentos para tratar a dor de cabeça pode piorar o quadro
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 99% da população mundial já sofreu algum tipo de cefaleia, sendo que 90% teve ao menos uma crise no último ano. O motivo da alta prevalência é anatomicamente compreensível: a cabeça é uma região ricamente inervada e extremamente sensível. Assim, é compreensível que doa tanto. O problema é quando as dores aparecem com frequência. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleias, o neurologista Carlos Alberto Bordini, 3% dos brasileiros, ou seja, mais de 5,5 milhões de pessoas, têm dor de cabeça todos os dias e, na maioria das vezes, a dor é causada pelo consumo abusivo de fármacos analgésicos. Nesse sentido, considera-se que entre os principais fatores que contribuem para esse abuso são o fácil acesso a estes medicamentos e a rotina de automedicação. O uso de analgésicos em mais de dois dias na semana já seria capaz de causar a cronificação, segundo os especialistas. A hora certa de procurar ajuda é quando o quadro passa a interferir na qualidade de vida. Além do tratamento farmacológico convencional com analgésicos, atualmente há uma extensa gama de tratamentos disponíveis para cefaleias crônicas, como a politerapia racional (drogas combinadas em doses menores, evitando e/ou diminuindo a incidência de efeitos colaterais), uso de toxina botulínica e métodos alternativos como a acupuntura, relaxamento e meditação, por exemplo. Veja mais sobre o assunto no link abaixo. Fonte: Gazeta do Povo – Curitiba – PR 01/04/2009. http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/saude/conteudo.phtml?tl=1&id=872979&tit=Quando-a-dor-ultrapassa-todos-os-limites