Boletim Científico de Atualização em DorISSN 2446-6670
Artigo

Uso de metadona pode ser uma alternativa interessante para o tratamento de dores crônicas não-oncológicas

DOL · Dor On Line Edição 90 · Janeiro 2007 ⭳ Baixar em PDF

A ocorrência de dores crônicas não-oncológicas (DCNO) resulta em elevado comprometimento da qualidade de vida de seus portadores. O controle da dor é um desafio para os clínicos, sendo que drogas como antidepressivos, anticonvulsivantes, anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) e benzodiazepínicos, são, classicamente, utilizadas no tratamento das DCNO. Entretanto, é interessante lembrar que os opioides podem ser uma alternativa promissora neste tratamento. No presente estudo foram avaliadas as informações disponíveis na literatura a respeito do uso de opioides para tratamento de DCNO, assim como a utilização da metadona como opção terapêutica. Os estudos descritos na literatura sobre o uso de opioides no controle da DCNO ainda são bastante limitados, contudo, essas drogas mostram-se bastante eficazes em alguns pacientes que não apresentam resposta satisfatória ao tratamento clássico - ou por não terem alívio da dor ou por não tolerarem os efeitos colaterais. A metadona popularizou-se na prevenção de síndrome de abstinência produzida pela interrupção abrupta da administração contínua de opioides. É um opioide sintético que apresenta um tempo máximo de ação, sendo um agonista dos receptores opioides mu, delta e kappa, além de também atuar como antagonista de receptores glutamatérgicos N-metil-D-aspartato (NMDA) e bloqueador da recaptação de serotonina e noradrenalina. Também foi observado que seu efeito euforizante e a taxa de dependência psicológica e física são menores do que os de outros opioides. Assim, a metadona apresenta-se como uma boa opção no tratamento das DCNO, especialmente da dor neuropática. No entanto, apesar do evidente crescimento na prescrição de opioides para tratamento das DCNO, ainda são necessários estudos mais elucidativos sobre o assunto. Sua satisfatória relação custo-benefício, com eficácia igual a de outros opioides, e com menor custo e morbidade, são vantagens a serem consideradas, principalmente em casos de pacientes refratários ao tratamento com outros opioides. Trabalho original: Opiódes no tratamento de dor crônica não oncológica: metadona como opção terapêutica - Trabalho 249-2 Autores e procedência do estudo: Maria Celina Rubim Pereira (ULBRA), Silvana Teixeira Dal Ponte (ULBRA), Greice Kraft tramunt (ULBRA), Shelen Zancanela (ULBRA), Alexsander Bruch (ULBRA), Juliana Librelotto da Rosa (ULBRA), Denise Nema da Silva (ULBRA), Melissa Dias Mattos (ULBRA), Ana Cláudia Rodrigues Leopoldo (ULBRA), Flávia Klein Dias (ULBRA).

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